O Governo Angolano estableceu um acordo com o Banco Mundial para concessão de um financiamento para por cobro ressaca da crise mundial que afecta não apenas a Europa, America, Asia mas também a África.
Penso que este financiamento, não vai ajudar o governo nem tão pouco o povo angolano pelo facto de que sera para o nosso Governo mais uma forma de endividamento a longo prazo, vistas as contas o país já esta endividado com a China, no que conserne a recontruçao de infraestruturas e obras públicas.
Um dos grandes factores do nosso país para que essa crise nos afectasse foi a baixa dos impostos relativos as receitas petroliferas, cobradas pelo governo, mais sou de opinião que o governo deveria meter um freio e abrir bem os olhos a financiamento proveniesnte destas instituiçoes financeiras mundiais da qual somos membros de pleno direito, pelo facto de elas cobrarem taxas de juros muito altas sobre o valor do emprestimo que o governo espera.
A equipa económica do Governo, concluiu a primeira etapa das negociações com o FMI, para um Acordo Stand-by, devendo os termos de referencia ser apreciados pelo Board do FMI em Novembro. O referido programa tem como objectivo fundamental aliviar as pressões sobre a liquidez, elevar a credibilidade da gestão económica e restaurar a posição do desempenho macroeconómico que a economia vinha vivendo. O programa vai concentrar-se no controlo e rigor do gasto público para o orçamento de 2010, e a adopção de uma politica monetária firme. Porém espera-se que pelo nível de abertura da nossa economia em relação ao exterior, este programa vise essencialmente dar apoio à Balança de Pagamentos e assegurar a manutenção das Reservas Internacionais, todavia, o efeito positivo sobre as expectativas dos agentes económicos é visto como o maior ganho que este programa espera trazer, dando lugar a um crescimento económico sustentável.
Foi recentemente publicado o relatório de competitividade da África para os anos 2008 e 2009, o relatório indica um crescente nível de competitividade ao nível dos negócios na África, adverte a necessidade de um acesso mais facilitado, dos Governos africanos e seus parceiros internacionais, ao mercado financeiro, a necessidade de romper barreiras no comércio, melhorar as infra-estruturas, aperfeiçoar os sistemas de saúde pública e educação e fortalecer as instituições.
O acesso limitado aos mercados financeiros, continua sendo o principal obstáculo para as empresas africanas. Mas, o baixo nível de desenvolvimento das infra-estruturas, o acesso limitado ao sistema de saúde pública e o acesso às instituições de ensino, assim como o débil tecido das suas instituições também torna os países africanos menos competitivos no mercado global. O relatório referencia um número de histórias de sucesso na região, indicando os passos que os países devem seguir para uma trajectória de crescimento sustentável.
O relatório referencia, dois pilares de curto prazo e três pilares de longo prazo no domínio da concepção de políticas para promover os índices de competitividade das economias africanas.
Os dois pilares do curto prazo são:
Aumento do acesso ao financiamento por via de políticas abertas voltadas ao mercado;
Manter os mercados abertos ao comércio
Os três pilares do Longo prazo são:
As infra-estruturas constituem um dos principais constrangimentos para os negócios na África;
Ineficiências básicas no sistema de educação e saúde pública limitam a capacidade produtiva e o potencial da África.
São necessários ainda muitos exemplos de boa governação, com um lideranças fortes e alta capacidade visionária.
O documento de 351 páginas aponta na página 248 e 249, os principais constrangimentos da Economia Angolana, estabelece uma comparação com a África inteira e os países de rendimento médio. Para Angola, o baixo nível e qualidade da oferta de eletricidade e a corrupção, foram destacados como os principais constrangimentos que afectam o florecer dos negocios.
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