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Archive for the ‘Economia e Gestão’ Category

História do Pensamento Económico - Relevância da Disciplina

June 3rd, 2010 Prof. Saly 2 comments

Este é um daqueles blogs que nos fazem crer que o posting do mesmo esta mais dirigido para uma questão de retrospectiva do que “docente” relativamente. Entretanto, uma será relacionada a outra.

Há coisa de mias ou menos 3 meses tenho leccionado a disciplina de História do Pensamento Económico a turmas do 2º ano de Economia e dentro de nossas discussões mais recentes referimos questões prá lá de interessantes:

Ao abordarmos por exemplo a Escola Clássica e a relevância da mão invísivel descrita por Adam Smith, verificámos que a produção racional, sem excessos ou escassez, neste caso o equilíbrio da oferta e procura, seria então a melhor forma de se apostar a produção efectiva de um país. Em nossas análises considerámos muito importante o facto de um país apostar sempre na produção dentro dos seus limites tanto de materiais ou meios de produção.

Já com relação a Fisiocracia, este aspecto detonou a possibilidade de termos muita pouca rodução na área agrícola uma vez que as guerras não favoreceram em nada esta actividade e pelo contrário, ainda registamos a existência de minas em campos considerados fertéis para a agricultura.

O Mercantilismo tornou-se o tópico da vez, meus estudantes concordaram que Angola neste exacto momento aposta mais em seus recursos naturais - brutos, dignos de exploração. Com isto realçaremos a teoria desta escola que considera a riqueza de um país somente ao facto de possuir riquezas definidas em metais.

Uma vez que estamos a terminar o semestre e esta cadeira é semestral, estamos a reflectir na Lei de say e o facto deste afirmar que a cada oferta existe uma procura - a lei dos mercados; em Angola vende-se e compra-se de tudo e isto de certa forma serve como uma luva a nossa realidade. outro ponto interessantíssimo neste aspecto é a crítica de Thomas Malthus à Lei de Say, que há sempre uma crise económica uma vez que factores como desemprego e inflação podem de certa forma influencoar no subconsumo da produção, aumentando excessos que nós vemos resultarem em saldos ou degradação de bens comestíveis.

Se Deus quiser fechamos o semestre apôs o dia 4 de Junho e pensadores como Mill, Keynes, Marx e outros ajudar-nos-ão a entender as várias facetas económicas que Angola ainda terá de se identificar uma vez que ápesar da disciplina falar da história do pensamento destes grandes pensadores, existe uma enorme relevância no ontem deles e no nosso hoje!

Até o próximo posting!

Expectativas de inflação

February 21st, 2010 Ana Mathaya No comments

Leccionar Economia mais do que transmitir conceitos teóricos ‘e capacitar os alunos a interpreta-los a luz de sua vivência, este post vem a propósito do ultimo trabalho de pesquisa aos estudantes de FUNDAMENTOS II sobre o comportamento da inflação angolana nos últimos 10 anos, quando um dos alunos fez uma pergunta interessante a respeito do comportamento das perspectivas de mercado sobre o valor da inflação nos próximos períodos, em Angola. Isto a que meu aluno chamou de perspectivas e o que tranquilamente podemos chamar de EXPECTATIVAS!

Do ponto de vista da teoria económica poderíamos dar três respostas, as expectativas são, adaptativas, ou seja, os agentes repetem a inflação anterior ao definir a expectativa presente, o mecanismo supõe que as expectativas são corrigidas (ou adaptadas) em função do último erro observado, outra hipótese seria a das expectativas racionais, que pressupõe  que os agentes utilizam toda a informação disponível ao formular as novas expectativas, eles tomam em consideração não somente os valores passados da inflação, mas toda a informação disponível e relevante, de tal forma que não cometam erros sistémicos- em media as expectativas racionas terão erro 0. Uma terceira e mais recente hipótese, e a chamada stick information ou seja expectativas sob informação rígida, que sustenta que os agentes utilizam toda a informação disponível, mas não a processam todos os períodos porque há um custo nisso, sobre Angola o que nos oferece dizer? Após alguma discussão com os alunos rapidamente um deles chegou  a conclusão de que em angola as expectativas em Angola são formada sob sticky information Se estamos a falar de ciência não podemos nos deixar tomar pela falácia não comprovada- mesmo que empiricamente – que as expectativas de mercado para inflação angolana são adaptativas, racionais ou então sob informação rígida. Uma resposta mais aproximada necessitaria assentar em estudo econométricos de longas series temporais incorporando modelos macreoeconomicos, capazes de capturar a tendencia de decisões relevantes dos agenes economicos. Todavia, do ponto de vista monetário estes ensaios ainda são insuficientes. Além de tentar responder aos meus alunos, deixo a questão em aberto para discussão no fórum.

Emigração ou Migração

December 29th, 2009 vicente.francisco 1 comment

…Há quem diz que e um só conceito, mais os estudiosos fazem a seguinte comparação:

Emigração- visa a saida de determinados cidadaos do seu território para outro.

Migração- este conceito visa ao regresso de tais cidadaos saidos da sua patria por varios motivos, ou o regresso indiscriminado de angolanos expulsos do da RDC.

Sabemos que esses assuntos trazem consigo repercursões económicas e comerciais, sabemos o que provocou o encerramento da fronteira do Luvo, até que se criem as condições de reassentamento dos expatriados…

A minha questão para a vossa reflexão:

Expatriados ou Repatriados.

Deslocados ou Regressados.

Categories: Fundamentos da Economia Tags:

Financiamento Standbye

October 2nd, 2009 vicente.francisco 4 comments

O Governo Angolano estableceu um acordo com o Banco Mundial para concessão de um financiamento para por cobro ressaca da crise mundial que afecta não apenas a Europa, America, Asia mas também a África.

Penso que este financiamento, não vai ajudar o governo nem tão pouco o povo angolano pelo facto de que sera para o nosso Governo mais uma forma de endividamento a longo prazo, vistas as contas o país já esta endividado com a China, no que conserne a recontruçao de infraestruturas e obras públicas.

Um dos grandes factores do nosso país para que essa crise nos afectasse foi a baixa dos impostos relativos as receitas petroliferas, cobradas pelo governo, mais sou de opinião que o governo deveria meter um freio e abrir bem os olhos a financiamento proveniesnte destas instituiçoes financeiras mundiais da qual somos membros de pleno direito, pelo facto de elas cobrarem taxas de juros muito altas sobre o valor do emprestimo que o governo espera.

Angola & FMI

October 2nd, 2009 Jamito Corte Real No comments

A equipa económica do Governo, concluiu a primeira etapa das negociações com o FMI, para um Acordo Stand-by, devendo os termos de referencia ser apreciados pelo Board do FMI em Novembro. O referido programa tem como objectivo fundamental aliviar as pressões sobre a liquidez, elevar a credibilidade da gestão económica e restaurar a posição do desempenho macroeconómico que a economia vinha vivendo. O programa vai concentrar-se no controlo e rigor do gasto público para o orçamento de 2010, e a adopção de uma politica monetária firme.  Porém espera-se que pelo nível de abertura da nossa economia em relação ao exterior, este programa vise essencialmente dar apoio à Balança de Pagamentos e assegurar a manutenção das Reservas Internacionais, todavia, o efeito positivo sobre as expectativas dos agentes económicos é visto como o maior ganho que este programa espera trazer, dando lugar a um crescimento económico sustentável.

Leia mais sobre Angola e FMI

Pedaços sobre a crise mundial

September 3rd, 2009 admin No comments

Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá‐la“.
  Albert Einstein

O que estava errado?
A Matemática dos derivativos estava errada?
O que esteve errado na venda das hipotecas?
Como os bancos viram-se subitamente com carteiras insolventes
Porque razão ninguém ouviu o economista Lawrence J. White, na sua alerta de 2004?
Foi a política monetária imprudente?
Os bancos e correctores foram demasiadamente ambiciosos?
A crise representa alguma oportunidade? Qual?
Como a crise financeira(economica) afectou os países produtores de petróleo?
Aonde estavam os gurus, quando iniciou a crise?
A experiência do Estado Unidos com mais intervenção do Estado. Que lições tomar?
E agora, não ao liberalismo, sim ao Socialismo?
O que dizem os fundamentos dos Keynesianos?
Como medir o grau do liberalismo em países frágeis como na África?
O que significava afinal de contas livre mercado?
Como o nosso PIB pode ser afectado com a crise mundial?
Com a baixa das exportações deve haver selectividade na importação?
Que estratégias devem ser tomadas para aguentar e futuras crises?


Quais são as vulnerabilidades do nosso país? E Como fortalecê-lo perante tais fragilidades?
Qual deve ser o peso e o papel da mão-de-obra para considerar um pais forte?
Qual é o nível actual de dependência da mão-de-obra estrangeira? E que estratégias para inverter o quadro?
Como fazer de Angola uma potência efectiva na região?

Leia alguns textos sobre a Teoria da Crise

Relatório de Competitividade da Africa 2009

September 3rd, 2009 admin No comments

Relatório de Competitividade da África

Foi  recentemente publicado o relatório de competitividade da África para os anos 2008 e 2009, o relatório indica um crescente nível de competitividade ao nível dos negócios na África, adverte a necessidade de um acesso mais facilitado, dos Governos africanos e seus parceiros internacionais, ao mercado financeiro, a necessidade de romper barreiras no comércio, melhorar as infra-estruturas, aperfeiçoar os sistemas de saúde pública e educação e fortalecer as instituições.

As conclusões apresentadas no relatório de 2009, reflectem esforços de investigação de três instituições principais, o Forum Económico Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e Banco Mundial.

O acesso limitado aos mercados financeiros, continua sendo o principal obstáculo para as empresas africanas. Mas, o baixo nível de desenvolvimento das infra-estruturas, o acesso limitado ao sistema de saúde pública e o acesso às instituições de ensino, assim como o débil tecido das suas instituições também torna os países africanos menos competitivos no mercado global. O relatório referencia um número de histórias de sucesso na região, indicando os passos que os países devem seguir para uma trajectória de crescimento sustentável.

O relatório referencia, dois pilares de curto prazo e três pilares de longo prazo no domínio da concepção de políticas para promover os índices de competitividade das economias africanas.

Os dois pilares do curto prazo são:

  1. Aumento do acesso ao financiamento por via de políticas abertas voltadas ao mercado;
  2. Manter os mercados abertos ao comércio

Os três pilares do Longo prazo são:

  1. As infra-estruturas constituem um dos principais constrangimentos para os negócios na África;
  2. Ineficiências básicas no sistema de educação e saúde pública limitam a capacidade produtiva e o potencial da África.
  3. São necessários ainda muitos exemplos de boa governação, com um lideranças fortes e alta capacidade visionária.

O documento de 351 páginas aponta na página 248 e 249, os principais constrangimentos da Economia Angolana, estabelece uma comparação com a África inteira e os países de rendimento médio. Para Angola, o baixo nível e qualidade da oferta de eletricidade e a corrupção, foram destacados como os principais constrangimentos que afectam o florecer dos negocios.

Leia a versão HTML do Relatório aqui

Para mais detalhes veja a entrevista da Sra Jeannifer Blanke falando ao detalhe sobre a competitividade dos paises Africanos.

Categories: Macroeconomia Tags:

Hello amigos estudantes e Professores!

September 29th, 2008 admin 1 comment

Bem Vindos ao Blog da Universidade Metropolitana de Angola. Considere estes espaço seu, para beneficio das suas insuficiências e valências académicas.

Publique, comente, artigos de caracter cientifico de formas a beneficiar a comunidade academica com o seu saber.