História do Pensamento Económico - Relevância da Disciplina
Este é um daqueles blogs que nos fazem crer que o posting do mesmo esta mais dirigido para uma questão de retrospectiva do que “docente” relativamente. Entretanto, uma será relacionada a outra.
Há coisa de mias ou menos 3 meses tenho leccionado a disciplina de História do Pensamento Económico a turmas do 2º ano de Economia e dentro de nossas discussões mais recentes referimos questões prá lá de interessantes:
Ao abordarmos por exemplo a Escola Clássica e a relevância da mão invísivel descrita por Adam Smith, verificámos que a produção racional, sem excessos ou escassez, neste caso o equilíbrio da oferta e procura, seria então a melhor forma de se apostar a produção efectiva de um país. Em nossas análises considerámos muito importante o facto de um país apostar sempre na produção dentro dos seus limites tanto de materiais ou meios de produção.
Já com relação a Fisiocracia, este aspecto detonou a possibilidade de termos muita pouca rodução na área agrícola uma vez que as guerras não favoreceram em nada esta actividade e pelo contrário, ainda registamos a existência de minas em campos considerados fertéis para a agricultura.
O Mercantilismo tornou-se o tópico da vez, meus estudantes concordaram que Angola neste exacto momento aposta mais em seus recursos naturais - brutos, dignos de exploração. Com isto realçaremos a teoria desta escola que considera a riqueza de um país somente ao facto de possuir riquezas definidas em metais.
Uma vez que estamos a terminar o semestre e esta cadeira é semestral, estamos a reflectir na Lei de say e o facto deste afirmar que a cada oferta existe uma procura - a lei dos mercados; em Angola vende-se e compra-se de tudo e isto de certa forma serve como uma luva a nossa realidade. outro ponto interessantíssimo neste aspecto é a crítica de Thomas Malthus à Lei de Say, que há sempre uma crise económica uma vez que factores como desemprego e inflação podem de certa forma influencoar no subconsumo da produção, aumentando excessos que nós vemos resultarem em saldos ou degradação de bens comestíveis.
Se Deus quiser fechamos o semestre apôs o dia 4 de Junho e pensadores como Mill, Keynes, Marx e outros ajudar-nos-ão a entender as várias facetas económicas que Angola ainda terá de se identificar uma vez que ápesar da disciplina falar da história do pensamento destes grandes pensadores, existe uma enorme relevância no ontem deles e no nosso hoje!
Até o próximo posting!



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