Leccionar Economia mais do que transmitir conceitos teóricos ‘e capacitar os alunos a interpreta-los a luz de sua vivência, este post vem a propósito do ultimo trabalho de pesquisa aos estudantes de FUNDAMENTOS II sobre o comportamento da inflação angolana nos últimos 10 anos, quando um dos alunos fez uma pergunta interessante a respeito do comportamento das perspectivas de mercado sobre o valor da inflação nos próximos períodos, em Angola. Isto a que meu aluno chamou de perspectivas e o que tranquilamente podemos chamar de EXPECTATIVAS!
Do ponto de vista da teoria económica poderíamos dar três respostas, as expectativas são, adaptativas, ou seja, os agentes repetem a inflação anterior ao definir a expectativa presente, o mecanismo supõe que as expectativas são corrigidas (ou adaptadas) em função do último erro observado, outra hipótese seria a das expectativas racionais, que pressupõe que os agentes utilizam toda a informação disponível ao formular as novas expectativas, eles tomam em consideração não somente os valores passados da inflação, mas toda a informação disponível e relevante, de tal forma que não cometam erros sistémicos- em media as expectativas racionas terão erro 0. Uma terceira e mais recente hipótese, e a chamada stick information ou seja expectativas sob informação rígida, que sustenta que os agentes utilizam toda a informação disponível, mas não a processam todos os períodos porque há um custo nisso, sobre Angola o que nos oferece dizer? Após alguma discussão com os alunos rapidamente um deles chegou a conclusão de que em angola as expectativas em Angola são formada sob sticky information Se estamos a falar de ciência não podemos nos deixar tomar pela falácia não comprovada- mesmo que empiricamente – que as expectativas de mercado para inflação angolana são adaptativas, racionais ou então sob informação rígida. Uma resposta mais aproximada necessitaria assentar em estudo econométricos de longas series temporais incorporando modelos macreoeconomicos, capazes de capturar a tendencia de decisões relevantes dos agenes economicos. Todavia, do ponto de vista monetário estes ensaios ainda são insuficientes. Além de tentar responder aos meus alunos, deixo a questão em aberto para discussão no fórum.
…Há quem diz que e um só conceito, mais os estudiosos fazem a seguinte comparação:
Emigração- visa a saida de determinados cidadaos do seu território para outro.
Migração- este conceito visa ao regresso de tais cidadaos saidos da sua patria por varios motivos, ou o regresso indiscriminado de angolanos expulsos do da RDC.
Sabemos que esses assuntos trazem consigo repercursões económicas e comerciais, sabemos o que provocou o encerramento da fronteira do Luvo, até que se criem as condições de reassentamento dos expatriados…
A minha questão para a vossa reflexão:
Expatriados ou Repatriados.
Deslocados ou Regressados.
O Governo Angolano estableceu um acordo com o Banco Mundial para concessão de um financiamento para por cobro ressaca da crise mundial que afecta não apenas a Europa, America, Asia mas também a África.
Penso que este financiamento, não vai ajudar o governo nem tão pouco o povo angolano pelo facto de que sera para o nosso Governo mais uma forma de endividamento a longo prazo, vistas as contas o país já esta endividado com a China, no que conserne a recontruçao de infraestruturas e obras públicas.
Um dos grandes factores do nosso país para que essa crise nos afectasse foi a baixa dos impostos relativos as receitas petroliferas, cobradas pelo governo, mais sou de opinião que o governo deveria meter um freio e abrir bem os olhos a financiamento proveniesnte destas instituiçoes financeiras mundiais da qual somos membros de pleno direito, pelo facto de elas cobrarem taxas de juros muito altas sobre o valor do emprestimo que o governo espera.


A equipa económica do Governo, concluiu a primeira etapa das negociações com o FMI, para um Acordo Stand-by, devendo os termos de referencia ser apreciados pelo Board do FMI em Novembro. O referido programa tem como objectivo fundamental aliviar as pressões sobre a liquidez, elevar a credibilidade da gestão económica e restaurar a posição do desempenho macroeconómico que a economia vinha vivendo. O programa vai concentrar-se no controlo e rigor do gasto público para o orçamento de 2010, e a adopção de uma politica monetária firme. Porém espera-se que pelo nível de abertura da nossa economia em relação ao exterior, este programa vise essencialmente dar apoio à Balança de Pagamentos e assegurar a manutenção das Reservas Internacionais, todavia, o efeito positivo sobre as expectativas dos agentes económicos é visto como o maior ganho que este programa espera trazer, dando lugar a um crescimento económico sustentável.
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September 29th, 2008
admin
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